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Uma vez por mês, criativos do mundo inteiro acordam cedo para se encontrar. O movimento, que começou em 2008, já conquistou mais de 170 cidades e não para de crescer — estamos falando do Creative Mornings.

A pioneira de tudo isso, Tina Roth Eisenberg, percebeu a necessidade de criar um espaço/momento regular em que a comunidade criativa — primeiro em Nova Iorque — pudesse se encontrar e se conectar. Acontece que os criativos, graças aos deuses, estão em todos os lugares do globo, o que tornou inevitável que essa ideia transbordasse mundo afora. E de que ideia estamos falando? Algo muito simples: um café da manhã e uma curta palestra uma vez por mês, sempre às sextas-feiras. Falando assim não parece nada de mais, mas vem comigo que te conto a magia desse movimento.

 

ESTAMOS FALANDO DE: CONEXÃO

  • Se hoje você participa de um Creative Mornings, em qualquer capítulo do mundo (como eles chamam as cidades que recebem esses encontros), você está, de certa forma, conectado com toda a comunidade criativa do movimento. Isso porque os temas dos encontros mensais são os mesmos para todo mundo. Em junho, por exemplo, todos os capítulos se mobilizaram em torno do tema “Survival”, ou sobrevivência. No site global você consegue acessar o material de cada capítulo, com registros de tudo o que rolou.
  • Além dessa conexão, digamos, intangível, essa manhã especial também garante conexões de carne e osso, de olho no olho e da melhor qualidade. Para você ter uma ideia, metade do encontro consiste apenas no café da manhã, quando as pessoas estão livres para conversar com essa gente interessante que frequenta o Creative Mornings. É o momento em que você marca outros cafés e, por que não, faz bons amigos.

 

Agora que já te vendi essa ideia, você quer saber onde se inscreve e quanto paga, certo? Pois é aí que está a cereja desse bolo.

 

ESTAMOS FALANDO DE: COLABORAÇÃO

  • Todos os eventos são abertos e totalmente gratuitos. Sim sim sim, você chega, toma um café da manhã, conhece gente legal, assiste a uma palestra inspiradora (ou mais, dependendo do formato) e sai de lá com outra energia para começar o seu dia. E não paga nada. Como isso, Brasil? Acho que você já suspeita que uma coisa linda dessa só podia acontecer de forma colaborativa, certo? Certo! 🙂

 

  • Cada capítulo tem um anfitrião e uma equipe, todos voluntários, que se comprometem em fazer acontecer essa manhã criativa uma vez por mês. E essas pessoas literalmente se viram para isso rolar, claro, com o apoio da rede global. Mas quem vai falar melhor sobre essa história é a Marcela Ponce de Leon, que junto com a host Mari Camardelli e uma equipe de voluntários, organiza o capítulo de São Paulo.

Bate-papo com Marcela Ponce de Leon.

 

FLAVIA: Há quanto tempo vocês estão tocando o capítulo de São Paulo?

MARCELA: Em abril completamos 1 ano, então, ao todo, já realizamos 14 edições.

F: E como está rolando? Quantas pessoas já passaram pelas manhãs do Creative aqui em São Paulo?

M: Cerca de 100 inscritos e uma média entre 40–50 participantes em cada edição.

F: Como funciona a escolha dos palestrantes?

M: O Creative Mornings global tem um handbook, algo como um manual de práticas que seguimos para tudo, o que garante que todas as pessoas, no mundo inteiro, tenham uma experiência semelhante ao participar. Nós recebemos o tema global e o grupo todo de voluntários participa da escolha dos palestrantes. Fazemos uma curadoria e vamos literalmente atrás das pessoas, tentando articular a rede e descobrir como chegar a elas.

F: E como vocês fazem tudo isso acontecer sem cobrar ingressos?

O Creative Mornings tem esse caráter sem fins lucrativos, sem visar dinheiro. Nós temos os recursos da comunidade, de patrocinadores globais e locais, mas tudo é feito “no amor” mesmo.

Marcela Ponce de Leon

Creative Mornings SP

M: Temos os 4 apoiadores globais (Wix.com, Mailchimp, Shutterstock e Adobe) e temos os apoiadores locais aqui em São Paulo, no caso o Bradesco, Spanda Altos Eventos, Del Valle, Verde Campo, Cris Romagna, Pablo Cabistani, Enova Foods, Feel Good, Ninho de Escritores, Leticia Lallo , Vontade de Que, O mundo é dos bons, Profile e Caixa Filosofal. Também conseguimos parcerias para ceder o espaço para a realização. Quando fazemos a proposta para os palestrantes, explicamos o conceito do Creative Mornings e esperamos que eles topem também “no amor”, o que conseguimos oferecer é uma ajuda de custo para a pessoa chegar até o local, mas só. É tudo energia de colaboração mesmo.

F: A última edição aqui em São Paulo foi feita num modelo diferente, em que as pessoas da própria comunidade se inscreviam para ser palestrantes. Como foi organizado esse evento especificamente?

M: No manual do Creative Mornings, um dos modelos possíveis de organizar o evento é o chamado “Audience takes the stage” (algo como “a audiência sobe no palco”). Esse é o espaço que abrimos para a comunidade se engajar em torno do evento, participando mais ativamente. Decidimos usar esse modelo porque o tema foi “Sobrevivência”, e achamos que seria interessante. Temos essa liberdade de escolher a dinâmica do evento. Então, criamos um formulário de inscrição e lançamos na comunidade, pedindo para ouvir suas histórias sobre o tema. Tivemos cerca de 40 inscrições e, para caber no nosso tempo, o modelo sugere entre 3 e 5 palestrantes. Os próprios voluntários de São Paulo leram as histórias, selecionamos dentro dos critérios do evento e chegamos em 3 nomes, que foram os nossos convidados em junho: Carlos Almeida, Eduardo Costa e Lalai Persson.

F: E como foi que você começou a se engajar na organização do capítulo de São Paulo?

M: Eu conheci o Creative Mornings em maio do ano passado, quando participei pela primeira vez. Depois disso a Cris, que é uma das organizadoras do evento e sabia que eu fazia pão caseiro, de fermentação natural e orgânico, me convidou para contribuir com o café da manhã. Eu achei o evento incrível e em junho eu comecei a levar o pão e a me envolver cada vez mais e me identificar muito com a proposta, porque essa pegada colaborativa tem tudo a ver comigo, com o meu propósito de vida, sou super entusiasta. Em janeiro desse ano a Mari e eu conversamos, e ela precisava de uma ajuda maior para organizar o evento por conta da gravidez dela, e eu topei. Em junho foi a minha estréia como MC (mestre de cerimônias). O Creative Mornings tem tudo a ver comigo e com o que eu acredito — sou apaixonada!

EQUIPE DO CAPÍTULO SÃO PAULO.

Mariana Camardelli – Host

Kenji Takaki – Voluntário

Tales Gubes – Voluntário

Pablo Cabistani – Designer

Taís Aranha – Voluntária

Danilo Picucci – Organizador

Cristina Goncalves – Organizadora

Carinne Sandes – Voluntária

Luisa Ferreira – Voluntário

Diogo Tomaszewski – Voluntário

Marcela Ponce de Leon – Organizadora

Caio Matos – Voluntário

 

Amou?

Então dá uma olhada se o Creative Mornings já está na sua cidade. Se não, você pode se inscrever para ser um anfitrião, que tal? 😉

Flávia Sato

Flávia Sato

Mochileira, comunicadora, designer, facilitadora e produtora de eventos e experiências, fotógrafa, estudante e instrutora de Yoga e meditação, produtora e curadora de conteúdo, cozinheira e absolutamente encantada pelo ser humano em toda a sua integralidade: do corpo físico à consciência. Transito pelos temas de desenvolvimento e comportamento humano, sustentabilidade e “novas formas de” todas as coisas que não fazemos da melhor forma possível.